08 abril 2019

Centromarca admite que pode haver atrasos na entrega de produtos importados Destaque

A distribuição é um sector com poucas alterações, mas....com os controlos de fronteira criados entre países, "um produto que chegava de França em menos de 24 horas passa a precisar de pelo menos dois dias para fazer o mesmo trajeto.
Pedro Pimentel, diretor-geral da CentroMarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca , refere "poucas alterações" no sector dos bens de grande consumo depois da declaração do estado de emergência. "Podemos até dizer que o ritmo de trabalho é superior ao que seria expectável nesta altura do ano em muitos casos, até por forçada procura caótica dos consumidores", comenta.
 
Nas fábricas dos bens de grande consumo refere que não tem, ainda, havido impacto do potencial absentismo de trabalhadores devido a casos de quarentena ou doença. Até a fábrica da Nestlé, em Avanca, junto ao cordão de segurança criado à volta de Ovar, está a laborar, destaca.
 
Há, no entanto, uma área, onde é possível antecipar problemas. "Quando estão em causa produtos que são importados e atravessam fronteiras temos de estar atentos ao impacto do restabelecimento de fronteiras entre os Estados-membros da União Europeia. Estamos a falar de controlos que levam tempo, provocam filas e atrasos e não podemos esquecer que muitas vezes um camião atravessa várias fronteiras o que significa que esses atrasos se vão acumulando e um produto que chegava de França em menos de 24 horas passa a precisar de pelo menos dois dias para fazer o mesmo trajeto", comenta.

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